Aos trinta e três anos, Daniel em um centro de recuperação com , perto de Cascais. Com uma bolsa pequena, ele chega exausto ao portão aberto. Há muito tempo, a cocaína e os controlam sua vida. Uma médica o avalia e confirma que ele está . A equipe avisa que ele não deve sair durante o início da recuperação.
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Na primeira manhã, Daniel se senta com outros adultos. Eles fecham os olhos, fazem , seguram cristais e repetem frases sobre cura. Para Daniel, aquilo é um , e o pânico cresce enquanto ele a porta. Assim que começa o primeiro , ele se levanta, atravessa a porta aberta e abandona o centro.
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Durante horas, Daniel caminha pela até a Praia do Guincho, enquanto o vento sopra forte. Entre pedras negras e espuma branca, ele descobre uma mulher sentada no Atlântico, com a . A , tomada pouco antes de ele chegar ao centro, talvez ainda esteja ; ao mesmo tempo, a começa. Tonto e desconfiado, Daniel decide que ela só pode ser uma causada pelas drogas.
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A mulher como Inês e parece ter cerca de trinta anos, mas no mar. Daniel na beira da água e pergunta se ela sente frio ou pretende sair. “Hoje não”, responde Inês, com um . A resposta parece uma piada particular. , Daniel fica mais um pouco, sem entrar na água.
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Na manhã seguinte, com a , Daniel retorna à praia e encontra Inês esperando no mesmo lugar, ainda . Ele trouxe dois copos de café; ela aceita um, sem se aproximar da areia. Conversam sobre , medo e escolhas que pareciam boas à noite, mas traziam pela manhã. Quando Inês ri, Daniel percebe que não precisa e se sente leve em meses.
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Sentado numa pedra molhada, entre os copos vazios, Daniel admite sua de cocaína e comprimidos. Também conta que o centro no primeiro dia. Inês ouve com atenção, sem . “Não estou aqui para curar, salvar ou você”, diz ela. “Voltar ao tratamento é uma escolha sua.” A dela o atinge; apesar do limite claro, Daniel percebe que está .
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Daniel vai à Praia do Guincho pelo quarto . É a terceira vez que volta para ver Inês. Nuvens de tempestade escurecem a praia. Daniel entra apenas e segura a mão que Inês oferece. O gesto é delicado, mas ele continua alerta. Sob a , uma forma grande e passa depressa, impossível de identificar. Daniel aperta os dedos dela, dividido entre e .
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Uma onda enorme da tempestade quebra diante deles e . Entre a espuma, Daniel vê surgir a longa cauda de Inês, terminada em escuras. Ele dá meio passo para trás, levanta a mão e finalmente entende. Inês continua calma e poderosa, sem tentar se esconder. A mulher no Atlântico é uma .
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Act I complete
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